Moradia Tradicional Algarvia com Vista Mar, Terreno e Anexo em Pedra – Monchique
REF: JE049 MO
Valor venda
275 000 €
Conversor de moeda
3
1
105m2
430m2
Moradia Tradicional Algarvia com Vista Mar, Terreno e Anexo em Pedra – Monchique
Localizada na vertente sul da Serra de Monchique, esta moradia tradicional beneficia de boa exposição solar e de uma vista mar.A propriedade foi renovada em 2017, mantendo algumas das características arquitetónicas típicas da região. Está inserida num terreno com 430 m² e possui uma área bruta de construção de 105 m², distribuída entre a habitação principal, com 75 m², e um anexo em pedra de granito, com 30 m².
A moradia dispõe de três quartos e apresenta uma configuração funcional, adequada para habitação permanente, casa de férias ou projeto de investimento.
O anexo em pedra, anteriormente utilizado como apoio agrícola, constitui um elemento distintivo da propriedade e oferece potencial para diferentes utilizações.
A localização permite usufruir da tranquilidade da serra, de fácil acesso, mantendo uma proximidade conveniente aos serviços e comércio de Monchique, que se encontra a poucos minutos de distância. Portimão e a costa algarvia situam-se a cerca de 25 minutos de carro.
Para quem procura uma moradia de características tradicionais, com terreno, boa exposição solar e fácil acesso às principais localidades da região, esta poderá ser uma opção a considerar.
A beleza também cansa pelo que nos transmite em emoção. Basta que a cor seja um grito, basta que as mutações se entrechoquem. Fujamos pois dos azuis, dos vermelhos, dos amarelos, reconfortemos um pouco o espírito cansado. Só o verde nos servirá de bálsamo e Monchique será o próximo ponto a atingir.
A serra, vista de longe, não passa de um bom fundo fotográfico, Deixe de olhar esses terrenos salgados. São tristes e estéreis como a morte.
Corre-nos à esquerda a ribeira de Boia e o solo começa a convulsionar-se. Os montes tomam gradualmente altura, unem-se uns aos outros em pregas profundas e a estrada serpenteia entre barreiras de xisto como um réptil fustigado pelo sol.
A vegetação adensa-se. Acácias perfiladas ladeiam a faixa de rolagem alcatroada, negra, e as pequenas manchas de pinhal descem até nós.
Agora, acácias, cedros e eucaliptos quase se entrelaçam desafiando os raios de sol a atravessar-lhes a folhagem compacta. Um ramal de duas dezenas de metros nos leva até às termas
.
Desçamos ao Paraíso. Uma abóbada de folhagem nos protege e a ribeira límpida corre molemente rodeando calhaus ora negros, ora avermelhados. Pequenos olhos de sol marcam na terra castanha círculos luminosos. Uma ponte… Uma pequena cascata… As cigarras cantam e tudo é verde à nossa volta.
A água vai cavando os extratos xistosos, aprofunda-se cada vez mais e o caminho aperta-se, estrangula-se. Em baixo uma represa desconjuntada, mais além o arco de uma ponte.
Um pequeno apontamento. Hortenses azuis… Um lago snob de jardim… Três eucaliptos em cujos troncos meninas românticas cravaram corações e escreveram versos… Uma mesa de pedra… Uma fonte… A fonte dos Amores.
Algumas pedras avantajadas, que pararam ao encontrar qualquer obstáculo, lembram os poios semeados do vale do Zêzere. A caminho de Monchique, as encostas talhadas em socalcos têm por vezes o aspeto dos anfiteatros romanos.
Começada a subida para a Foia olhemos em volta. Na frente o retalho verde suave dos soutos que sobem de um e de outro lado da ribeira da Serra; a nossos pés os degraus de uma escada monumental que desce até ao Pé da Cruz e a norte a vila que parece deitada na aba de um cerro.
Onde encontrou um palmo de terra cultivável, o homem ergueu muros de defesa contra a erosão e plantou jardins. Quão penoso o seu esforço… A água corre por toda a parte. Dá-nos vontade de cair de borco numa prece à terra…
A arborização baixa de densidade à medida que subimos, as arestas vivas das massas de pedra são punhais que procuram ferir-nos, o ar torna-se mais puro, a temperatura desce e a montanha recebe-nos desdenhosamente.
Uma curva larga… A pirâmide da Foia…
Perde-se a noção das distâncias, parece que nos debruçamos ante um mapa em relevo. O Alentejo, na sua vastidão, como que se espreguiça… O recorte da costa surge-nos nítido, vincado… manchas claras de muitas casas juntas. Portimão… Alvor… Lagos… As areias da Meia Praia… Mais longe, Sagres e S. Vicente… E para os lados de Aljezur os montes parecem ventres pejados.
Características da Propriedade
- Lareira
- Despensa
- WCs: 1
- Área Florestal
- Zona arborizada
- Acesso pavimentado
- Iluminação pública
- Ligação a rede de água
- Asfaltado
- Vista de campo
- Vista de Mar
- Declive: Moderado, Suave
- Ano construção: 1951
- Jardim
- Vista: Vista mar, Vista campo , Vista montanha
- Estores eléctricos
- Certificação energética: E
- Mobilado
- Arrecadação
- Tipo de Terreno: Urbano
Localização
João Encarnação
(Chamada para rede móvel nacional)
je.peraproperties@gmail.com
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