Quinta com casa antiga com vista mar em Monchique
REF: JP077 MO
Valor venda
350 000 €
Conversor de moeda
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97m2
97m2
18780m2
Quinta com casa antiga com vista mar em Monchique
A propriedade inclui terreno com 18.680 metros quadrados, uma casa antiga geminada com 96 metros quadrados a necessitar de renovação, permitindo adaptar o espaço às suas necessidades — seja para habitação própria, segunda residência ou projeto turístico.Com excelente exposição solar, beneficia de excelente luminosidade ao longo do dia e vista mar. O terreno apresenta uma configuração funcional e aproveitável, com solo fértil, sobreiros antigos, pedra de granito e água de nascente.
Localizada numa zona tranquila, com vizinhos nas proximidades, tem acesso por estrada alcatroada e situa-se numa via sem saída, garantindo pouco movimento e maior privacidade.
Existe a possibilidade de ampliação da construção existente, sujeita a viabilidade técnica e aprovação, o que permite equacionar soluções como turismo rural ou agroturismo.
Uma opção sólida para quem procura investir, desenvolver um projeto próprio para habitação ou turismo rural, ideal para quem procura qualidade de vida, ar puro e um ambiente genuinamente natural, sem abdicar de acessos e proximidade.
A beleza também cansa pelo que nos transmite em emoção. Basta que a cor seja um grito, basta que as mutações se entrechoquem. Fujamos pois dos azuis, dos vermelhos, dos amarelos, reconfortemos um pouco o espírito cansado. Só o verde nos servirá de bálsamo e Monchique será o próximo ponto a atingir.
A serra, vista de longe, não passa de um bom fundo fotográfico, Deixe de olhar esses terrenos salgados. São tristes e estéreis como a morte.
Corre-nos à esquerda a ribeira de Boia e o solo começa a convulsionar-se. Os montes tomam gradualmente altura, unem-se uns aos outros em pregas profundas e a estrada serpenteia entre barreiras de xisto como um réptil fustigado pelo sol.
A vegetação adensa-se. Acácias perfiladas ladeiam a faixa de rolagem alcatroada, negra, e as pequenas manchas de pinhal descem até nós.
Agora, acácias, cedros e eucaliptos quase se entrelaçam desafiando os raios de sol a atravessar-lhes a folhagem compacta. Um ramal de duas dezenas de metros nos leva até às termas.
Desçamos ao Paraíso. Uma abóbada de folhagem nos protege e a ribeira límpida corre molemente rodeando calhaus ora negros, ora avermelhados. Pequenos olhos de sol marcam na terra castanha círculos luminosos. Uma ponte… Uma pequena cascata… As cigarras cantam e tudo é verde à nossa volta.
A água vai cavando os extratos xistosos, aprofunda-se cada vez mais e o caminho aperta-se, estrangula-se. Em baixo uma represa desconjuntada, mais além o arco de uma ponte.
Um pequeno apontamento. Hortenses azuis… Um lago snob de jardim… Três eucaliptos em cujos troncos meninas românticas cravaram corações e escreveram versos… Uma mesa de pedra… Uma fonte… A fonte dos Amores.
Algumas pedras avantajadas, que pararam ao encontrar qualquer obstáculo, lembram os poios semeados do vale do Zêzere. A caminho de Monchique, as encostas talhadas em socalcos têm por vezes o aspeto dos anfiteatros romanos.
Começada a subida para a Foia olhemos em volta. Na frente o retalho verde suave dos soutos que sobem de um e de outro lado da ribeira da Serra; a nossos pés os degraus de uma escada monumental que desce até ao Pé da Cruz e a norte a vila que parece deitada na aba de um cerro.
Onde encontrou um palmo de terra cultivável, o homem ergueu muros de defesa contra a erosão e plantou jardins. Quão penoso o seu esforço… A água corre por toda a parte. Dá-nos vontade de cair de borco numa prece à terra…
A arborização baixa de densidade à medida que subimos, as arestas vivas das massas de pedra são punhais que procuram ferir-nos, o ar torna-se mais puro, a temperatura desce e a montanha recebe-nos desdenhosamente.
Uma curva larga… A pirâmide da Foia…
Perde-se a noção das distâncias, parece que nos debruçamos ante um mapa em relevo. O Alentejo, na sua vastidão, como que se espreguiça… O recorte da costa surge-nos nítido, vincado… manchas claras de muitas casas juntas. Portimão… Alvor… Lagos… As areias da Meia Praia… Mais longe, Sagres e S. Vicente… E para os lados de Aljezur os montes parecem ventres pejados.
Características da Propriedade
- Despensa
- WCs: 1
- Área Florestal
- Zona arborizada
- Árvores de fruto
- Iluminação pública
- Asfaltado
- Furo de água
- Poço
- Vista de Floresta
- Vista de campo
- Vista de Mar
- Ruína
- Declive: Plano, Moderado, Suave, Elevado
- Ano construção: anterior a 1951
- Jardim
- Vista: Vista mar, Vista campo , Vista montanha
- Certificação energética: F
- Arrecadação
- Tipo de Terreno: Urbano, Rustico, Urbanizável
Localização
Julia Polietaieva
(Chamada para rede móvel nacional)
jp.peraproperties@gmail.com
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